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25/09/2011

Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência.


         Freire criticava a idéia de que ensinar é transmitir saber porque para ele a missão do professor era possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos. Mas ele não comungava da concepção de que o aluno precisa apenas de que lhe sejam facilitadas as condições para o auto-aprendizado. Freire previa para o professor um papel diretivo e informativo - portanto, ele não pode renunciar a exercer autoridade. Segundo o pensador pernambucano, o profissional de educação deve levar os alunos a conhecer conteúdos, mas não como verdade absoluta. Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu. Isso implica um princípio fundamental para Freire: o de que o aluno, alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior do que a do professor. Em sala de aula, os dois lados aprenderão juntos, um com o outro - e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar. "Uma das grandes inovações da pedagogia freireana é considerar que o sujeito da criação cultural não é individual, mas coletivo", diz José Eustáquio Romão, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo.


A valorização da cultura do aluno é a chave para o processo de conscientização preconizado por Paulo Freire e está no âmago de seu método de alfabetização, formulado inicialmente para o ensino de adultos. Basicamente, o método propõe a identificação e catalogação das palavras-chave do vocabulário dos alunos - as chamadas palavras geradoras. Elas devem sugerir situações de vida comuns e significativas para os integrantes da comunidade em que se atua, como por exemplo "tijolo" para os operários da construção civil. 

Diante dos alunos, o professor mostrará lado a lado a palavra e a representação visual do objeto que ela designa. Os mecanismos de linguagem serão estudados depois do desdobramento em sílabas das palavras geradoras. O conjunto das palavras geradoras deve conter as diferentes possibilidades silábicas e permitir o estudo de todas as situações que possam ocorrer durante a leitura e a escrita. "Isso faz com que a pessoa incorpore as estruturas lingüísticas do idioma materno", diz Romão. Embora a técnica de silabação seja hoje vista como ultrapassada, o uso de palavras geradoras continua sendo adotado com sucesso em programas de alfabetização em diversos países do mundo. (www.revistaescola.abril.com.br)

10/04/2011

Semana da Leitura

  A semana de 04 a 08 de Abril  (semana da leitura no Agrupamento de Escolas do Barreiro) foi muito corrida, finalmente contei histórias no Tágides (ainda não havia contado por lá) e foi muito divertido, as crianças da pré-escola são uma platéia muito especial com um jeito único de observação e reação. Escolhi o Cabra Cabrez, lembrei-me desta história porque eu costumava ouvi-la por um disco de vinil que eu tinha quando criança. Para minha surpresa, achei na Net a mesma narração, e foi como se eu entrasse no túnel do tempo.
Nesta mesma semana também contei uma história na sala do Lucas, me diverti muito, pois eles adoraram o livro "Marcelo, marmelo, martelo" da Ruth Rocha, história que minha Carol morria de rir quando pequena. Uma semana corrida, mas gratificante.

31/10/2010

Contar Histórias


Esta última semana foi muito bem passada, pois fui contar uma história da Maria Clara Machado (A Bruxinha que era Boa) para os meus amiguinhos das Escolas do Barreiro. A sessão correu maravilhosamente bem, é com muita satisfação e com vontade de voltar que conto histórias para os pequenos, pois para mim é gratificante ver a alegria e as diversas emoções em seus rostinhos durante a narração. Quando conto histórias tento materializar o seu conteúdo, amplificando sentimentos, falas e situações. A energia despendida no processo é compensada pela a atenção e risos da plateia.
Na antiguidade, o narrador era uma figura de destaque na comunidade, pois através de sua narrativa era dado a conhecer e perpetuar, mantendo vivo na memória de muitos povos, tradições, histórias, fatos e mitos. O contador deve através do uso de sua voz dar vida ao texto, isto é, ser um veículo do livro mostrando ao ouvinte que a leitura suscita emoções.

30/05/2010

Feira Pedagógica 2010



Por fazer parte da Associação de Pais do AEB, este ano estou participando activamente na Feira Pedagógica, que se realiza no Parque da Cidade, e isso está sendo uma experiência maravilhosa. Além do contacto com o público infantil, tive a oportunidade de rever pessoas que não via há muito tempo e de poder contar histórias para uma plateia cheia de crianças, foi uma experiência indescritível!  Agradeço a Prof. Anabela este maravilhoso momento e oportunidade, espero poder proporcionar muito mais vezes este prazeiroso momento de leitura.

14/05/2010

Lembranças, Textos...



      Tenho tantas boas lembranças de escola, ao pensar naquele tempo sinto uma pontadinha no peito de saudade, ao tentar recordar livros, cartilhas e outros materiais, restam apenas algumas lembranças aqui e ali e outras fortes que são claras como se houvesse visto ou vivido ontem. Uma dessas fortes lembranças é de eu possuir um livro de gramática com muitos textos, e eu como apreciadora de leitura, tinha o hábito de assim que tinha o livro, folheá-lo e ler esses textos antes mesmo da professora chegar à eles. Um deles que jamais esqueci foi o Menino Azul de Cecília Meireles, foi amor à primeira vista, tenho hoje 42 anos e sei de cor todo o poema, poema este que li não tinha mais do que meus 9 anos.

O Menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever para a Ruas das Casas,
número das Portas, ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles